Recorde-se que a empresa foi privatizada em 31 de Dezembro de 2008 e, José Teixeira lembra que a actividade da Aquapor, em 2009, no primeiro ano de gestão privada é um caso de sucesso, até mesmo uma história que terá de ser contada à economia pública e à economia privada.
Sem alteração da equipa de gestão e sem despedimentos, pelo contrário, o grupo tinha 1011 trabalhadores e fechou o ano com 1048, todos os indicadores económicos melhoraram.
“Há um enorme foco na gestão dos orçamentos das empresas e não se olha só para os resultados. Todas as suas rubricas do orçamento são para cumprir, tanto do lado da receita, como do lado dos custos”, explica o mesmo responsável.
Em 2010 a Aquapor prevê fechar o ano com resultados líquidos na ordem dos 4,1 milhões de euros.
Para tal, na gestão das suas concessões vai manter a mesma estratégia em 2010, ou seja, vai manter o foco no controlo dos orçamentos das empresas, vai reduzir custos internos através da renegociação com fornecedores e vai lançar campanhas de regularização de ligações clandestinas e ilegais.
Perspectivas para 2010
Para a Aquapor, a alteração da estrutura accionista, da esfera pública para a mão de privados, apresenta-se como uma excelente oportunidade de negócio, dado que lhe é permitido entrar em mercados que até agora se encontravam vedados por força da organização empresarial do Grupo AdP.
É o caso da internacionalização, das energias renováveis ou da gestão de lamas, (que eram negócios com veículos específicos dentro do Grupo AdP), e que agora se apresentam como fortes oportunidades de crescimento da empresa, quer directamente, quer através da Luságua.
“Em 2010 esperamos finalizar a contratação e aquisição de 49% do capital da Águas de Santarém, E.M., constituindo esta a primeira experiência da Aquapor em parcerias publico-privadas de capital misto”, admite José Teixeira.
Em Portugal, a Aquapor – através da Luságua – vai apostar na diversificação da sua actividade, iniciando projectos na área das energias renováveis e da recolha e tratamento de lamas de ETARs, domésticas e industriais.
“Já temos 831 painéis fotovoltaicos instalados nas empresas Águas da Figueira, Águas de Gondomar, Águas de Alenquer, Águas de Cascais e Águas do Sado, com um investimento que ascende a 903 mil euros, e uma potência instalada de 156 kW”, sublinha, e “em 2010 pretendemos arrancar com uma micro-hídrica com uma potência instalada de 85 kW, evitando a emissão de 200 ton. de CO2 por ano”.
Trata-se de um projecto inovador de exploração do potencial energético de fonte hídrica na rede de abastecimento de água potável da Associação de Municípios do Carvoeiro, cuja gestão está concessionada à empresa Águas do Vouga, S.A.
Em 2010 está também a estudar os mercados do norte de África e de Angola.
Na componente de gestão de recursos humanos, a Aquapor criou, com a EGP – University of Porto Business School (a Escola de Negócios da Universidade do Porto) um Programa de Gestão Avançada para 22 licenciados o Grupo Aquapor, pois para suportar todo este crescimento de forma sustentada, “estamos a apostar fortemente no desenvolvimento das carreiras dos nossos colaboradores transformando os nossos engenheiros nos futuros lideres do Grupo Aquapor.”